O sistema operativo angolano para a Administração Pública.
O angolanOS é uma distribuição GNU/Linux auditável e falada nas línguas de Angola, construída sobre Debian Estável. Destina-se à Administração Pública, à Educação e aos sectores de Defesa e Segurança.
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Edições
Línguas nacionais
Postos até 2031
Pré-lançamento. O aOS ainda não distribui imagens públicas. A primeira alpha está prevista para Outubro de 2027.
Ver o registo de alteraçõesPorquê um sistema operativo nacional
Quatro razões de Estado
Independência tecnológica
Um Estado só controla a informação que processa se puder inspeccionar e reconstruir o código que a processa. O aOS reduz a dependência de licenças proprietárias estrangeiras.
Segurança e controlo
Cadeia de confiança criptográfica própria, ancorada num HSM nacional, e capacidade total de auditoria sobre cada linha de código distribuída.
Integração sociocultural
Inclusão digital através do suporte profundo às línguas nacionais bantu, respeitando as classes nominais e as regras de concordância de cada uma.
Retorno económico
Poupança em custos de licenciamento e criação de emprego tecnológico qualificado dentro do país, em vez de exportação de receita.
Edições
Um núcleo, seis sistemas
Todas as edições partilham o mesmo núcleo endurecido e o mesmo mirror APT. O que muda é o perfil de segurança, o conjunto de pacotes e o modo de operação.
Desktop Pública
Em desenvolvimentoO posto de trabalho civil da Administração Pública.
aos-desktop
Servidor Estatal
Em desenvolvimentoA base das nuvens governamentais.
aos-servidor
Defesa
PlaneadaEdição isolada para informação classificada.
aos-defesa
Educação
PlaneadaA sala de aula digital angolana.
aos-educacao
Live Forense
PlaneadaPerícia digital sem tocar no disco.
aos-live-forense
Embarcado
PlaneadaSistema imutável para terminais e IoT.
aos-embarcado
Arquitectura
Pragmatismo estratégico, não vaidade técnica
O controlo não está em reescrever o kernel. Está em deter a distribuição, as chaves e o repositório — e em poder provar, a qualquer momento, o que corre nas máquinas do Estado.
Camada 1
Base Debian Estável
O aOS não reescreve a roda. Assenta em Debian Estável e concentra o esforço nacional nas camadas que exigem controlo próprio.
Camada 2
Mirror APT nacional
Repositório autoalojado em repo.angolanos.isa.ao, assinado pela Autoridade Certificadora do angolanOS, servindo todas as actualizações do Estado.
Camada 3
Arranque verificado
UEFI Secure Boot gerido por autoridade nacional, sem shim de terceiros. A Chave Mestra Nacional nunca sai do HSM.
Camada 4
Builds reproduzíveis
Compilação determinística em chroot isolado. Qualquer auditor externo pode reconstruir a imagem e obter o mesmo resultado, bit a bit.
Localização profunda
Um computador que fala a sua língua
Traduzir não é substituir palavras. As línguas bantu organizam-se por classes nominais, com regras de concordância e pluralização próprias que o gettext não conhece por omissão. O aOS trata cada língua como um sistema gramatical, não como uma tabela de strings.
As traduções nucleares da Administração Pública são revistas semestralmente em articulação com o linguistas das próprias comunidades falantes.
Contribuir com traduçãopt_AO
Português de Angola
Língua oficial e base terminológica do Estado
umb
Umbundu
Planalto central
kmb
Kimbundu
Luanda, Bengo, Malanje
kng
Kikongo
Zaire, Uíge, Cabinda
cjk
Tchokwe
Lunda e Moxico
luw
Luvale
Moxico e Lunda-Sul
ngo
Nganguela
Cuando Cubango e Bié
Roteiro
De 2026 a 2031
O programa está estruturado em cinco fases, das quais a primeira decorre actualmente. Cada fase tem entregas verificáveis e é auditada pelos Círculos de Governança.
Fase 0 — Fundação
Mai — Out 2026
Em cursoConstituir a equipa nuclear, as instalações e a base de compilação reproduzível.
- Equipa nuclear e instalações do ISA
- Ambiente de compilação KVM/QEMU reproduzível
- Normas de contribuição, governança e ontologia
Fase 1 — Base técnica
Nov 2026 — Out 2027
Consolidar a base técnica instalada e lançar uma alpha pública.
- Mirror APT nacional em produção
- Tema Mwangolé
- Lançamento do aOS 0.9 Alpha
Fase 2 — Estabilização
Nov 2027 — Out 2028
Estabilizar o sistema e lançar a primeira versão apta a produção.
- Secure Boot com HSM nacional
- Traduções nucleares validadas por falantes nativos
- Lançamento do aOS 1.0
Fase 3 — Certificação
Nov 2028 — Out 2029
Certificar a edição Defesa e concluir as edições especializadas.
- Certificação para informação «Reservada»
- Edições Live Forense e Embarcado
Fase 4 — Massificação
Nov 2029 — Abr 2031
Massificar a adopção no Estado e lançar o ciclo de suporte alargado.
- Mais de 100.000 postos migrados
- Lançamento do aOS 3.0 LTS
Um sistema operativo nacional constrói-se com pessoas.
Engenheiros, linguistas, professores e peritos de segurança. Se sabe empacotar Debian, falar Umbundu ou auditar um perfil SELinux, há trabalho à sua espera.
