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angolanOSInstituto Superior de Angola
Fase 0 — Fundação · Mai — Out 2026

O sistema operativo angolano para a Administração Pública.

O angolanOS é uma distribuição GNU/Linux auditável e falada nas línguas de Angola, construída sobre Debian Estável. Destina-se à Administração Pública, à Educação e aos sectores de Defesa e Segurança.

Edições
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Edições

Línguas nacionais
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Línguas nacionais

Postos até 2031
100k+

Postos até 2031

Pré-lançamento. O aOS ainda não distribui imagens públicas. A primeira alpha está prevista para Outubro de 2027.

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Porquê um sistema operativo nacional

Quatro razões de Estado

Independência tecnológica

Um Estado só controla a informação que processa se puder inspeccionar e reconstruir o código que a processa. O aOS reduz a dependência de licenças proprietárias estrangeiras.

Segurança e controlo

Cadeia de confiança criptográfica própria, ancorada num HSM nacional, e capacidade total de auditoria sobre cada linha de código distribuída.

Integração sociocultural

Inclusão digital através do suporte profundo às línguas nacionais bantu, respeitando as classes nominais e as regras de concordância de cada uma.

Retorno económico

Poupança em custos de licenciamento e criação de emprego tecnológico qualificado dentro do país, em vez de exportação de receita.

Arquitectura

Pragmatismo estratégico, não vaidade técnica

O controlo não está em reescrever o kernel. Está em deter a distribuição, as chaves e o repositório — e em poder provar, a qualquer momento, o que corre nas máquinas do Estado.

  1. Camada 1

    Base Debian Estável

    O aOS não reescreve a roda. Assenta em Debian Estável e concentra o esforço nacional nas camadas que exigem controlo próprio.

  2. Camada 2

    Mirror APT nacional

    Repositório autoalojado em repo.angolanos.isa.ao, assinado pela Autoridade Certificadora do angolanOS, servindo todas as actualizações do Estado.

  3. Camada 3

    Arranque verificado

    UEFI Secure Boot gerido por autoridade nacional, sem shim de terceiros. A Chave Mestra Nacional nunca sai do HSM.

  4. Camada 4

    Builds reproduzíveis

    Compilação determinística em chroot isolado. Qualquer auditor externo pode reconstruir a imagem e obter o mesmo resultado, bit a bit.

Localização profunda

Um computador que fala a sua língua

Traduzir não é substituir palavras. As línguas bantu organizam-se por classes nominais, com regras de concordância e pluralização próprias que o gettext não conhece por omissão. O aOS trata cada língua como um sistema gramatical, não como uma tabela de strings.

As traduções nucleares da Administração Pública são revistas semestralmente em articulação com o linguistas das próprias comunidades falantes.

Contribuir com tradução
  • pt_AO

    Português de Angola

    Língua oficial e base terminológica do Estado

  • umb

    Umbundu

    Planalto central

  • kmb

    Kimbundu

    Luanda, Bengo, Malanje

  • kng

    Kikongo

    Zaire, Uíge, Cabinda

  • cjk

    Tchokwe

    Lunda e Moxico

  • luw

    Luvale

    Moxico e Lunda-Sul

  • ngo

    Nganguela

    Cuando Cubango e Bié

Roteiro

De 2026 a 2031

O programa está estruturado em cinco fases, das quais a primeira decorre actualmente. Cada fase tem entregas verificáveis e é auditada pelos Círculos de Governança.

  1. Fase 0 — Fundação

    Mai — Out 2026

    Em curso

    Constituir a equipa nuclear, as instalações e a base de compilação reproduzível.

    • Equipa nuclear e instalações do ISA
    • Ambiente de compilação KVM/QEMU reproduzível
    • Normas de contribuição, governança e ontologia
  2. Fase 1 — Base técnica

    Nov 2026 — Out 2027

    Consolidar a base técnica instalada e lançar uma alpha pública.

    • Mirror APT nacional em produção
    • Tema Mwangolé
    • Lançamento do aOS 0.9 Alpha
  3. Fase 2 — Estabilização

    Nov 2027 — Out 2028

    Estabilizar o sistema e lançar a primeira versão apta a produção.

    • Secure Boot com HSM nacional
    • Traduções nucleares validadas por falantes nativos
    • Lançamento do aOS 1.0
  4. Fase 3 — Certificação

    Nov 2028 — Out 2029

    Certificar a edição Defesa e concluir as edições especializadas.

    • Certificação para informação «Reservada»
    • Edições Live Forense e Embarcado
  5. Fase 4 — Massificação

    Nov 2029 — Abr 2031

    Massificar a adopção no Estado e lançar o ciclo de suporte alargado.

    • Mais de 100.000 postos migrados
    • Lançamento do aOS 3.0 LTS

Um sistema operativo nacional constrói-se com pessoas.

Engenheiros, linguistas, professores e peritos de segurança. Se sabe empacotar Debian, falar Umbundu ou auditar um perfil SELinux, há trabalho à sua espera.